A CIDADE “SEM INFÂNCIA”: A PRODUÇÃO DO ESPAÇO NO MUNDO DA MERCADORIA

Sérgio Martins

Resumo


Este trabalho procura trazer para o debate a oposição conflitual que se estabelece e se amplia, no curso de um vasto processo, entre a troca e o uso, nos termos definidos por Henri Lefebvre. Para tanto, discuto os processos que levaram à formação de um universo pioneiro no Mato Grosso do Sul nos anos 70. Os marcos para a compreensão de tais processos são: (i) os aspectos envolvidos na modernização do campo; (ii) a inscrição dessa modernização no conjunto da sociedade brasileira; (iii) a atuação do Estado na reprodução social vista sob o prisma da redefinição de espaços concretos concebidos como fronteira; (iv) a formação de capital intrínseca à colonização dela decorrente; (v) a manipulação da renda fundiária urbana como elemento visceral da cidade que é produzida no curso desses processos; (vi) a valorização das Coisas pela desumanização do homem como essencialidade da cidade “ sem infância”. 


Palavras-chave


modernização; Estado; espaço; fronteira; colonização.

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ISSN: 2447-0945