DEPÓSITOS DE LIXO INDUSTRIAL E A AÇÃO DOS GEÓGRAFOS

Cláudio Antonio de Mauro, Adler Guilherme Viadana

Resumo


Geógrafos do IGCE-UNESP (Rio Claro) se empenharam na elaboração de um laudo pericial a pedido da Polícia Florestal e Mananciais da Polícia Militar do Estado de São Paulo, sediada em Rio Claro. A solicitação deste documento técnico, dizia respeito ao confinamento de lixo industrial indiscriminado em cava de mineração de calcário. As observações de campo para a realização do referido laudo técnico, apontaram a inadequação do local para o recebimento do rejeito industrial. As condições fisiográficas do local, associadas à comunidade do distrito de Assistência poderiam ir ao encontro da degradação ambiental, resultante da deposição do lixo nas cavas de mineração. Num primeiro momento, os mananciais e as matas ciliares estariam ameaçadas. No entanto, quando os geógrafos se manifestariam contrários a esta prática degenerativa, alguns geólogos sentiram-se destituídos de suas atribuições profissionais. O embate não foi exclusividade entre estes profissionais; extravasou para a comunidade, envolvendo políticos, empresários, jornalistas e outros docentes da UNESP. A CETESB desaconselhou a utilização do local para os fins previstos, estabelecendo uma sequência de operações e obras de engenharia para que a área fosse, no máximo, liberada para a deposição de resíduos considerados inertes e não perigosos.  


Palavras-chave


depósitos de lixo industrial, ação dos geógrafos

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ISSN: 2447-0945