NOVA CHAMADA PARA SUBMISSÃO DE ARTIGOS

Caros agebeanos,

A revista Terra Livre está recebendo, através de seu portal (www.agb.org.br/publicacoes), artigos para as edições 47, 48 e 49.  O prazo das submissões para estes três números vai até 30 de setembro de 2017.
Os artigos deverão observar as Normas de Publicação disponíveis no site. Os temas de chamada destas edições, bem como suas ementas (construídos pelas Seções Locais da entidade nas Reuniões de Gestão Coletiva) são apresentados abaixo.

Convidamos também a navegar no sumário da revista para acessar os artigos e outros itens de seu interesse.

Agradecemos seu interesse e apoio contínuo em nosso trabalho,
Comissão de Publicações da AGB


Terra Livre 47 - “OS RETROCESSOS DO NOVO CONSERVADORISMO, LIBERALISMO E FUNDAMENTALISMO”

A Revista Terra Livre da AGB, desde sua primeira edição pretende ser um instrumento para reflexão acerca das demandas da comunidade geográfica brasileira, bem como da sociedade como um todo, entendendo a necessidade de organizar o saber para planejar melhor a luta. A conjuntura mundial apresenta a expansão de uma forte onda conservadora alimentada pelos diversos movimentos de direita atuantes em vários países, com uma pauta de grandes retrocessos no campo dos direitos humanos e trabalhistas, somada a um aprofundamento brutal do capitalismo na sua capacidade de exploração da classe trabalhadora. Em diversos casos, apenas para nos atermos ao âmbito governamental, observamos a ascensão de líderes alinhados ao espectro da direita, seja pela via eleitoral como a Argentina via Maurício Macri ou os Estados Unidos via Donald Trump; seja através de golpe institucional de Estado, como no Brasil com a chegada de Michel Temer à presidência da República. A composição de forças que marcam esse avanço dos setores da direita, no caso brasileiro assume de forma cada vez mais explícita uma configuração que articula um tripé: neoconservadorismo, fundamentalismo religioso e neoliberalismo. Neoconservadorismo, marcado pela re-emergência da hegemonia do pensamento reacionário e conservador, presentes na nossa sociedade desde o início do nosso processo colonial. Daí derivam-se diversas manifestações de subalternização: o patriarcalismo, o racismo, o machismo, o ódio à diferença, que marcam há séculos o cotidiano das lutas de classe no Brasil. Fundamentalismo religioso, que no Brasil é dirigido por grupos políticos orientados por um projeto nacional moralista e teológico, que dentre outras expressões pode ser exemplificado na chamada bancada evangélica. Estes grupos ancoram-se no discurso ideológico da “teologia da prosperidade” e por via deste ampliam seu poderio econômico, político-midiático e institucional, a ponto de compor bancadas legislativas que defendem pautas retrógradas e a institucionalização de uma moral religiosa que, na maioria das vezes é, no mínimo, conveniente ao neoconservadorismo. O Neoliberalismo como terceira ponte deste tripé apresenta o aprofundamento das estratégias que a acumulação do capital vem implementando no mundo e na América Latina, especificamente desde os anos 90 atingindo as camadas mais vulneráveis pelo arrocho crescente dos salários e precarização do trabalho, além do desmonte do Estado através de uma mercadorização progressiva dos serviços públicos e dos recursos naturais. A combinação deste tripé pode ser encontrada nas diversas ações que hoje montam o conjunto das polêmicas que envolvem os projetos de Brasil e de Mundo, das políticas educacionais à Reforma de Previdência, passando pela política de matriz energética, o modelo produtivo agroexportador e a crise do sistema prisional. Em todos estes, apenas para citar, a disputa por território exige uma grande capacidade de articulação das forças que resistem num projeto emancipador de sociedade não apenas do ponto de vista analítico conceitual, mas sobretudo, do ponto de vista político, haja vista a enorme fragmentação da esquerda hoje, que inviabiliza dar respostas rápidas e concretas a essas demandas. A Terra Livre, como sempre e mais ainda nesta edição, anseia ser mais um veículo na busca de uma geografia comprometida com uma sociedade que, mais do que nunca, exige sua posição. Convocamos a comunidade a submeter artigos que, a partir do arcabouço da Geografia (ou, no diálogo com ela), contribuam na reflexão sobre tais questões.

Terra Livre 48 – “OPRESSÕES, TRABALHO E CONTRADIÇÕES DA DEMOCRACIA: A GEOGRAFIA DAS (RE)EXISTÊNCIAS”
 
Convocamos a comunidade a submeter artigos que, a partir do arcabouço da Geografia (ou, no diálogo com ela), contribuam na reflexão sobre as seguintes questões e temáticas: Múltiplas formas de opressão e suas dimensões espaciais; A interseccionalidade das opressões na atual configuração da sociedade capitalista; Democracia brasileira e sua base histórica, política e social na produção de desigualdade; Opressões e reprodução de desigualdades; As relações sociais de gênero no país e o espaço social político das lutas; Políticas públicas nas relações de gênero e sexualidade em suas intersecções com classe, raça/etnia; Políticas públicas para população LGBTT e a transversalidade de gênero e orientação sexual; As políticas públicas e a estruturas de desigualdade; A desigualdade social brasileira e as relações étnicas raciais; As questões indígenas: desdobramentos, transformações e espaço; Múltiplas formas de opressão e suas dimensões na produção de conhecimento e de luta política; Convergência das opressões, suas relações sócio espaciais e suas resistências; Retrocessos da Democracia; Trabalho em flexibilização; Trajetórias espaciais, trabalho e violência; Ataques à democracia e as leis trabalhistas na atualidade; Liberdade, direitos, participação e cidadania.
 
 

Terra Livre 49 – “AS GEOGRAFIAS DA NATUREZA E AS NATUREZAS DA GEOGRAFIA”
 
 Convocamos a comunidade a submeter artigos que, a partir do arcabouço da Geografia (ou, no diálogo com ela), contribuam na reflexão sobre as seguintes questões e temáticas: Espaço, trabalho e natureza: ontologias, epistemologias e contradições; Dinâmicas da natureza e produção do espaço geográfico; A relação sociedade/natureza, apropriação e políticas públicas; Grandes projetos de desenvolvimento capitalista e impactos ambientais; Flutuações, alterações, oscilações, tendências e mudanças climáticas e seus impactos no território; Análise ecológica da paisagem; Geomorfologia geográfica, sociedade e natureza; Pensamento geomorfológico brasileiro; Soberania alimentar, dinâmicas da natureza e ecologia de saberes; Ruptura metabólica, natureza e alienação; Risco natural, socionatural, tecnológico; Vulnerabilidade e resiliência; Susceptibilidade em sistemas climáticos, geomorfológicos e geoecológicos e suas relações socioespaciais; Fragilidade ambiental; Geossistemas, Geossistema-Território-Paisage m e Sistemas ambientais: potencialidades e aplicações; Processos gemorfológico-pedológicos na produção das paisagens; Impactos ambientais urbanos; Resíduos sólidos, poluição hídrica e atmosférica; Bacias hidrográficas rurais e urbanas, planejamento e gerenciamento; Água: recurso, bem e/ou direito; Excepcionalidades, eventos e episódios extremos e a produção do espaço em ambientes continentais e costeiros; Políticas públicas e desastres; Geografia física e turismo; Novas interfaces a partir da Geografia Física.