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XVIII Encontro Nacional de Geógrafos

Carta Política Caravana Territorial da Bacia do Rio Doce

 Carta Política da Caravana Territorial da Bacia do Rio Doce:                                                                                     Movidos pelo sentimento de justiça, indignação, luta, resistência e vontade de transformar o modelo de sociedade e de desenvolvimento de nosso país, pessoas de dezenas de organizações decidimos construir a Caravana Territorial da Bacia do Rio Doce logo após o desastre-crime ocorrido com o rompimento da barragem de Fundão no dia 05 de novembro de 2015, envolvendo as empresas mineradoras Samarco, Vale e BHP Billiton. Tratou-se de uma enorme tragédia anunciada que matou 20 pessoas, desalojou centenas de suas casas destruídas pela lama de rejeitos, contaminou, afetou e destruiu a vida da bacia do Rio Doce, uma das mais importantes da região sudeste e do país, afetando milhões de pessoas que vivem e dependem dessa água e dessas terras. Estamos diante da maior catástrofe socioambiental do Brasil, e talvez a maior da megamineração de ferro no mundo. Como presenciamos na Caravana, os atingidos são muitos e encontram-se em diferentes escalas. Afinal de contas, que desenvolvimento é este que mata e destrói? Quem é quem neste modelo? Que alternativas temos para construir uma sociedade mais soberana, justa, que respeite a natureza, a cultura e o trabalho de homens e mulheres? A Caravana Territorial buscou enfrentar essas e outras questões. Ela é um instrumento político-pedagógico construído pelo movimento agroecológico no Brasil, junto com diversas entidades, redes e movimentos sociais, como a Associação dos Geógrafos Brasileiros.


 

Carta de São Luís - XVIII Encontro Nacional de Geógrafos

 Carta de São Luís

Nós geógrafas(os) reunidas(os) no XVIII Encontro Nacional dos Geógrafos, “A construção do Brasil: geografia, ação política e democracia” em São Luís-MA, entre os dias 24 e 30 de julho de 2016, posicionamo-nos a respeito da atual situação política do país nesse momento histórico. A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), reafirmando sua perspectiva de compromisso social e político com o desenvolvimento democrático do território brasileiro, faz uma análise crítica e radical da situação atual e compreende que a construção do Brasil apresenta-se nesse momento mais complexa do que o reducionismo espetacularizado pela grande mídia.

Mantemo-nos em posição clara de não alinhamento com posturas conservadoras e reacionárias ao propor a análise do Estado e suas políticas. De fato, pactos políticos que emergiram no início dos anos 2000 estão rompidos, são acirradas as lutas de classe e grupos animam-se em propor retrocessos sociais, políticos e econômicos duramente conquistados.

Analisando o quadro atual, declaramo-nos contra o “impedimento” da presidenta, eleita em 2014, afastada por um golpe político-jurídico-midiático. Mas vamos além, e considerando os aspectos socioespaciais envolvidos nas disputas pelo poder, não só no Brasil, mas em boa parte da América Latina, temos clareza das conquistas e retrocessos que marcam o território brasileiro e que implicam em temáticas traduzidas por lutas sociais candentes: dos conflitos pela demarcação de terras indígenas e quilombolas e o abandono da reforma agrária em favor dos interesses do agronegócio, da indústria e da mineração; dos movimentos sociais urbanos frente à ampliação danegação do direito à cidade e do genocídio da juventude negra e indígena das periferias; contra a financeirização geral da economia, em especial o financiamento da educação superior privada; o violento processo de censura aos professores a partir de movimentos de desideologização da educação, através do movimento escolas sem partido e da lei da mordaça; a criminalização dos movimentos sociais, exacerbada agora com a Lei Antiterrorismo; a violência de gênero e as formas de controle sobre os corpos.

Se por um lado o texto Constitucional é afirmado para fazer valer os direitos das elites, por outro lado o mesmo texto não é respeitado quando se trata do povo. Ataques e descumprimentos à Constituição são históricos e recorrentes, revelando a seletividade do sistema democrático. Vivemos em uma sociedade construída sob bases de uma “democracia racionada”, a qual não é nem totalmente democrática, tampouco é totalmente uma ditadura.

 Reafirmamos o compromisso da AGB com as lutas populares e nos somamos aos que, nas ruas, nas greves, nas salas de aula, no seu cotidiano buscam contribuir para a construção de uma sociedade justa, democrática e igualitária.

 

FORA TEMER! ABAIXO O GOLPE POLÍTICO-JURÍDICO-MIDIÁTICO! 

Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB)                                   

XVIII Encontro Nacional dos Geógrafos

“A construção do Brasil: geografia, ação política e democracia”

24 a 30 de Julho de 2016

UFMA – São Luís/MA

Nota em apoio a luta do povo indígena Gamela

Nota em apoio a luta do povo indígena Gamela

 Nós, entidades, associações, movimentos sociais e comunidades, declaramos apoio e solidariedade ao povo indígena Gamela, que realizou no dia 15/08/2016, a retomada de mais uma parte do seu território tradicional, que se encontrava invadida por fazendeiros e empresários no município de Viana/MA, totalizando 8 retomadas feitas até o momento.

A área retomada trata-se de uma fazenda ás margens do rio Piraí, local sagrado para o povo Gamela, pois é morada de João Piraí, encantado protetor do rio e do povo. O local estava sendo destruído por fazendeiros que devastaram suas margens, assorearam seu leito, retiraram dele milhares de toneladas de barro para cerâmica – tijolo e telhas e desviaram o leito do rio para dentro dos açudes, afetando na reprodução e provocando a extinção dos peixes fonte de alimentação do povo.

Somos testemunhas que desde 2013 esse povo vem num processo de insurgência, lutando pela afirmação de sua identidade e do seu território. Essa luta, legítima, não vem sendo respeitada pelo governo federal, por meio da FUNAI, que tem obrigação legal de fazer a regularização fundiária dos territórios indígenas, uma obrigação prevista na Constituição Federal. Dessa forma, os indígenas empreendem ações próprias, colocando em risco até mesmo suas vidas. Pois no inicio do ano os indígenas denunciaram que o mesmo invasor dessa área que foi retomada, havia colocado homens armados (pistoleiros) para intimidá-los, os mesmos denunciaram tal fato bloqueando a MA-014, estrada que corta o território indígena.

Portanto, reconhecemos que a luta do povo Gamela é legítima, e repudiamos quaisquer ações que poderão ser praticadas por fazendeiros tais como:

1. Ameaças de morte a lideranças do povo;
2. Contratação de milícias;
3. Disparo com arma de fogo contra o acampamento;
4. Intimidação de indígenas nas comunidades para entregar informações;
5. Aliciamento de jovens com promessa de emprego nas cidades (Viana, Matinha e São Luís.
6. Destruição dos recursos naturais, espaços sagrados e simbólicos de culto, cura, ervam medicinais e de alimentação, fundamentais à sobrevivência física e cultural do povo. 

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XIX ENG será em João Pessoa em 2018

A SL João Pessoa apresentou proposta de candidatura para sediar o XIX ENG na plenária final do XVIII ENG São Luis.

Na Plenária Final do XVIII Encontro Nacional de Geógrafos em São Luis, no dia 30 de julho de 2016, a SL João Pessoa apresentou a proposta de candidatura para sediar o XIX ENG em 2018. A proposta, aprovada em assembléia da SL, foi apresentada e divulgada dias antes do XVIII ENG começar. O propósito da divulgação era de incentivar a formação de uma nova Diretoria Executiva Nacional, para assim evitar o que ocorreu na plenária final do VII CBG, que ao término da plenária não conseguiu formar uma DEN nem ter uma escola sede garantida. Foram precisos algumas Reuniões de Gestão Coletiva para forma uma nova DEN e garantir uma SL para sediar o XVIII ENG.

A proposta foi apresentada por parte da diretoria que estava presente no ENG, os membros leram a carta/proposta e fizeram uma fala explicando o contexto de formação da gestão e o surgimento da ideia de ser a próxima sede do ENG[1]. Houve uma boa recepção por parte dos sócios que estavam presentes na plenária e foi perceptível a animação de alguns com a candidatura. Como de praxe a plenária foi consultada e todos que estavam aptos a votar levantaram seus votos, oficializando a escolha da próxima escola sede. O objetivo foi alcançado, a SL JP saiu da plenária final com a aprovação dos sócios e compondo a nova DEN.

Todos entendemos que realizar um ENG não é fácil, pois o mesmo é um dos maiores encontros de categoria brasileiro, mas com muita garra a SL JP assumiu o desafio de promover não só o encontro mais a construção da AGB e da ciência geográfica brasileira. Espera-se que tal desafio seja capaz de contribuir com a formação de geógrafas e geógrafos mais comprometidos com o seu dever de transformar a sociedade.

Sendo assim, anunciamos aos nossos sócios e sócias que a partir de agora estamos em contagem regressiva para o XIX ENG em 2018 em João Pessoa/PB. Palavras como Inovação, Criatividade e Ousadia se farão presentes nas ações cotidianas até lá. Tudo com o objetivo de promover uma verdadeira ocupação agebeana no estado da Paraíba.

Esperamos contar com toda ajuda das seções locais para garantirmos um encontro comprometido com a sociedade, queremos agregar, construir laços e romper barreiras.

Avante!!

O trabalho apenas começou...


[1] Para conhecimento da carta/proposta acesse o link 

Nota de Repúdio a Proposta Emenda Constitucional 241/2016

Nota de Repúdio a Proposta Emenda Constitucional 241/2016
 
A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) repudia veementemente o encaminhamento da PEC 241/2016 ao Congresso Nacional, e convoca a comunidade geográfica a se posicionar contrariamente ao retrocesso político e aos ataques aos direitos básicos da sociedade brasileira.
O Governo Federal interino enviou ao Congresso, no dia 15 de junho de 2016, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 241/2016) que determinará o congelamento dos gastos sociais por 20 anos. Investimentos em Educação, Saúde e Previdência, direitos básicos e garantidos pela Constituição, passarão a ter um teto limitado a valores dos anos anteriores corrigidos apenas pela inflação. A aprovação desta proposta produzirá  drástica  redução dos recursos, o que inviabiliza  a manutenção de um sistema público de educação e saúde que já se apresentam com problemas centrais de qualidade e que, mesmo sem cortes, já aviltam a vida humana. A proposta atinge sobremaneira a Constituição de 1988 e levará ao desmantelamento do Estado, a perda de garantias sociais conquistadas e que até então foram timidamente implementadas pelos poderes públicos. A PEC 241 propõe, desta forma, a privatização dos sistemas de educação e saúde e obrigará os trabalhadores ao pagamento de serviços públicos que constitucionalmente são obrigações do Estado.
Desnuda-se claramente que o golpe parlamentar que nos impõe um Presidente sem nenhuma legitimidade se estabelece com o fortalecimento do pacto neoliberal que conduz à privatização e à perda de direitos sociais. A proposta do governo Temer, interino e ilegítimo, é a do Estado Mínimo, que coloca educação e saúde como mercadorias, eliminando políticas públicas que se consolidaram como bens públicos e direitos universais. Conclamamos geógrafas e geógrafos a se posicionarem frente a este grave ataque aos princípios da Constituição, uma vez que estes cortes de recursos representam a redução de benefícios, destituição de direitos, seja no mundo do trabalho, seja nas políticas sociais e na completa deterioração dos serviços públicos.  
A AGB, por sua história de defesa de direitos sociais no Brasil e pelo seu comprometimento na construção de uma sociedade justa e igualitária, não pode se esquivar deste debate e da tomada de decisão frente a este momento político e às perversas consequências da PEC 241/2016. Desta forma, propõe que as Seções Locais e os GTs se manifestem perante os desafios desta nova conjuntura e se somem às forças comprometidas no combate ao governo golpista e na defesa da democracia e respeito à Constituição de 1988.

Associação de Geógrafos Brasileiros
Diretoria Executiva Nacional 
Biênio 2016-2018

Link da proposta de Emenda Constitucional: 

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